Exposição dos projetos finalistas do 5º Prêmio de Arquitetura Instituto Tomie Ohtake AkzoNobel até 23 de setembro de 2018

Casa no Cerrado / GabrielCastro

Os 13 projetos finalistas – selecionados entre os 244 inscritos, provenientes de 17 Estados brasileiros e Distrito Federal – fazem parte da exposição no Instituto Tomie Ohtake, quando, na abertura, dia 23 de agosto, serão anunciados os vencedores.

● Cais do Sertão / Recife – PE; Brasil Arquitetura; Francisco Fanucci e Marcelo Ferraz e Pedro Del Guerra
● Casa 711H / Brasília – DF; BLOCO Arquitetos; Daniel Mangabeira, Henrique Coutinho e Matheus Seco
● Casa do Carnaval / Salvador – BA; A&P arquitetura e urbanismo; Alexandre Prisco Paraíso Barreto e Nivaldo de Andrade Junior
● Casa no Cerrado / Moeda – MG; Vazio S/A; Carlos M. Teixeira (3º Colocado)
● Estúdios Ouro Preto / Sete Lagoas – MG; Arquitetos Associados; Carlos Alberto Maciel e Ulisses Mikhail Jardim Itokawa
● Hostel Villa 25 / Rio de Janeiro – RJ; C+P Arquitetura; Rodrigo Calvino e Diego Portas (2º Colocado)
● Parque Novo Santo Amaro V / São Paulo – SP; Vigliecca & Associados; Héctor Vigliecca, Luciene Quel, Neli Shimizu e Ronald Werner Fiedler (1º Colocado)
● Residência em Gonçalves / Gonçalves – MG; André Vainer Arquitetos; André Vainer (Menção Honrosa)
● Residência Piracaia / Piracaia – SP; Nitsche Arquitetos Associados Ltda; Lua Nitsche e Pedro Nitsche
● Sede de uma Fábrica de Blocos / Avaré – SP;Vão; Anna Juni, Enk te Winkel e Gustavo Delonero
● SESC 24 de Maio / São Paulo –SP; Paulo Mendes da Rocha + MMBB Arquitetos; Paulo Mendes da Rocha, Marta Moreira, Milton Braga e Fernando de Mello Franco (Hors Concours)
● Vila Amélia / Sertãozinho – SP; VAGA; Fernando O’Leary, Pedro Domingues e Pedro Faria
● Vila Taguaí / Carapicuíba – SP; Cristina Xavier Arquitetura; Cristina Xavier (Menção Honrosa)

A seleção foi feita por um júri formado pelos arquitetos Adriana Benguela, Fábio Mariz Gonçalves, José Lira, Marcos Boldarini e Priscyla Gomes. Em 2018, registrou-se um aumento de 31,18% no volume de inscrições em relação à edição anterior. Entre os finalistas há obras localizadas em São Paulo, Minas Gerais, Pernambuco, Distrito Federal, Bahia e Rio Janeiro.

Com o Prêmio, o Instituto Tomie Ohtake e a AkzoNobel continuam a mapear a produção arquitetônica contemporânea, ao destacarem, pelo quinto ano consecutivo, projetos significativos construídos no panorama atual brasileiro. A relação urbana e o comprometimento com o sítio de implantação e a sustentabilidade, bem como a inventividade projetual e construtiva são os critérios fundamentais que norteiam o 5º Prêmio de Arquitetura Instituto Tomie Ohtake AkzoNobel.

O Prêmio de Arquitetura Instituto Tomie Ohtake AkzoNobel desde a sua primeira edição (2014), recebeu 764 projetos inscritos. Na edição passada, 2017, o 1º lugar ficou com Adriana Benguela (Rosenbaum + Aleph Zero) com o projeto Moradas Infantis (Formoso do Araguaia, TO, 2015), enquanto Marcos Paulo Caldeira (MM18) foi o segundo colocado, com o Mirante 9 de Julho (São Paulo, SP, 2015), e Enk te Winkel (Vão) foi o terceiro, com o projeto Subsolanus (Cidade do México DF, México, 2015).

O Prêmio de Arquitetura Instituto Tomie Ohtake AkzoNobel é destinado exclusivamente a arquitetos brasileiros ou estrangeiros, que vivam no Brasil há pelo menos dois anos, e com projetos construídos durante os últimos dez anos. Arquitetos, escritórios de arquitetura ou coletivos de arquitetos podem se inscrever com mais de um projeto, o que contribui para demonstrar um panorama da arquitetura brasileira nos seus mais variados contextos.

A premiação é resultado de uma parceria entre o Instituto Tomie Ohtake e a AkzoNobel, multinacional holandesa que atua nos segmentos de tintas, revestimentos e especialidades químicas e se insere nas perspectivas do Instituto, enquanto instituição cultural, ao promover iniciativas no campo da arquitetura, do urbanismo e do design.

O Júri

Adriana Benguela – Arquiteta, formada pela Universidade Estadual Paulista, com experiência em planejamento e coordenação de projetos de arquitetura, design e inovação, é diretora executiva da Rosenbaum. Atuou em mais de 300 projetos de arquitetura e interiores na Rosenbaum desde 1998. Sócia da Rosenbaum desde 2004, trabalha com os novos clientes na construção de modelos de negócios customizados para arquitetura, design de produto, co-branding, e projetos co-criativos. No modelo de atuação em rede que faz parte dos valores da Rosenbaum, desenvolve o modelo comercial, planejamento e a arquitetura de equipe, fazendo a ponte entre as pessoas, os projetos e os processos.

Fábio Mariz Gonçalves – Graduação pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo pela Universidade de São Paulo em 1986 e doutorado em 1999. Onde leciona desde 1989, sendo professor em regime integral desde 2009. Presidiu a Comissão de Graduação entre 2009 e 2014. Lecionou na Universidade São Judas Tadeu, no Centro Universitário das Faculdades Alcântara Machado, na Universidade Brás Cubas, Universidade Ibirapuera e coordenou o curso de arquitetura de Universidade Anhembi Morumbi. Sócio do escritório Projeto Paulista de Arquitetura entre 1989 e 2003. Tem experiência na área de projetos de Arquitetura e Urbanismo, com ênfase em: projeto de arquitetura, desenho urbano, urbanismo, paisagem urbana e paisagismo. Entre julho de 2014 e janeiro de 2017 foi Diretor do Departamento de Urbanismo – DEURB da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano – SMDU da Prefeitura de São Paulo. Entre janeiro e dezembro de 2016 foi Presidente da Comissão de Proteção da Paisagem Urbana – CPPU.

José Lira – Arquiteto e Urbanista, Professor Titular da FAU-USP. Realizou pesquisas de pós-doutorado em Columbia University (2009) e na École Nationale Supérieure d’Architecture de Paris (2015). Dirigiu o Centro de Preservação Cultural/ Casa de Dona Yayá da USP entre 2010 e 2014. Curador de exposições na Casa de Dona Yayá, Centro Universitário Maria Antônia, XI Bienal de Arquitetura de São Paulo e III Bienal de Design de Istambul. Autor de O Visível e o Invisível na Arquitetura Brasileira (DBA, 2017) e Warchavchik: Fraturas da Vanguarda (Cosac & Naify, 2011), editor da Revista Brasileira de Estudos Urbanos e Regionais, além de co-organizador das coletâneas Domesticidade, Gênero e Cultura Material (Edusp, 2017) , Memória, Trabalho e Arquitetura (Edusp/ CPC, 2013), São Paulo: os estrangeiros e a construção das cidades (Alameda, 2011), Tempo, Cidade e Arquitetura (FAU-USP/ Annablume, 2007), e da 4a. edição de Caminhos da Arquitetura , de Vilanova Artigas (Cosac & Naify, 2004).

Marcos Boldarini – Arquiteto e Urbanista, professor universitário na Associação Escola da Cidade – Arquitetura e Urbanismo (AEC), coordena e desenvolve projetos de urbanização de assentamentos precários, habitação de interesse social, equipamentos e espaços públicos há mais de 15 anos. Autor de projetos premiados. Um dos representantes do Brasil na XII Bienal Internacional de Arquitetura de Veneza, em 2010. Titular do escritório Boldarini Arquitetos Associados, com trabalhos selecionados para as bienais internacionais de arquitetura de Veneza (2002, 2010, 2012 e 2018), Roterdã (2009 e 2012), Quito (2010), Buenos Aires 2012 e São Paulo (2011, 2013), premiado nas três últimas.

Priscyla Gomes – Arquiteta formada pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo onde concluiu seu Mestrado em Teoria e História das Artes. Atualmente é curadora associada do Instituto Tomie Ohtake, tendo curado exposições como: É como dançar sobre arquitetura (2017), Coisas sem nomes (2015), E se quebrarem as lentes empoeiradas? (2015), Medos modernos (2014), entre outras. Integra a equipe de curadoria da 5 a edição do Arte/Cidade: Linha Metálica, junto a Nelson Brissac. Desde 2015, coordena o Filming Architecture, workshop acadêmico

Serviço:
Exposição: 5º Prêmio de Arquitetura Instituto Tomie Ohtake AkzoNobel
Até 23 de setembro de 2018
Instituto Tomie Ohtake
Av. Faria Lima 201 (Entrada pela Rua Coropés 88) – Pinheiros SP
Metrô mais próximo – Estação Faria Lima/Linha 4 – amarela
(11) 2245-1900
http://www.institutotomieohtake.org.br